Este é o doce nome que o novelista Manoel Carlos encontrou para dourar mais uma pílula de seu pansexualismo. É impressionante como a cabeça de um homem pode ser tão impregnada de sexo. Tudo o que ele pensa, fala e escreve transpira sexo que, para ele, é o epicentro da vida do homem sobre a terra. Ele se desculpa afirmando que apenas retrata a realidade. Admitamos, só para argumentar, que assim seja. Trata-se de uma realidade negativa que puxa o homem para baixo e o nivela com os irracionais. Como tal, não deve ser acentuada nem explorada com vistas a transformá-la em norma a ser adotada por Deus e por todo mundo. A explicação está no fato de que o homem se divide em dois hemisférios: norte e o sul. No hemisfério norte situa-se os valores superiores do ser humano: a razão, a inteligência, a moralidade, o amor, etc, valores estes que estão correndo risco de extinção porque seu útero gestador, a FAMÍLIA, foi devastada pelo ateísmo e o materialismo dominante no século vinte. Já, no hemisfério sul, encontra-se o que temos em comum com os irracionais: o sexo, os aparelhos digestivo e excretor. Ora bem, respeitando o princípio de que a natureza tem horror do vazio, “natura horret vacuum”, o hemisfério sul, ou seja, o animal, percebendo que o norte, o racional, está em retirada, trata de ocupar o lugar deixado pelo mesmo. Isto vem encaixar de plano no pansexualismo preconizado por nosso mini-serista. A ser verdade o que ele sustenta quando afirma ser preciso adequar-se à realidade, nosso convicto realista deveria defender a idéia de que todos os esgotos deveriam ser a céu aberto para que, juntamente com a corrupção moral, completassem o quadro de realismo a que se apega o novelista para dar o tiro de misericórdia na nossa agonizante FAMÍLIA.
Data vênia, julgamos que o Sr. Manoel Carlos deveria refletir sobre os danos que causa, principalmente à juventude, quando aponta a tal realidade como sendo o padrão de vida a ser adotado pelo homem moderno. É aquela surrada história de que o mundo mudou. O mundo mudou sim, mas para pior. As leis de Deus e da natureza, contudo, não mudaram e serão elas que, no acerto final, irão prevalecer como aferidoras das ações e do comportamento de cada um de nós.
O filósofo grego, Sócrates (339 a.C.), foi acusado de corromper a juventude com suas idéias filosóficas. Por isto, foi preso e obrigado a beber cicuta, veneno mortífero. Está claro que nós, nem de longe, estamos desejando ou sugerindo que o Sr. Manoel Carlos beba veneno. Pedimos, sim, que ele não inocule em nossa juventude o veneno de uma interpretação doentia sobre sexo a pretexto de fidelidade à realidade. Queremos sim, que o Sr. Manoel Carlos continue vivendo e aproveitando de seu talento para descobrir temas mais construtivos para objeto de suas novelas e mini-séries. A família degradada é a principal causa da violência que assusta o país porque ela não gesta mais, pela educação, o ser racional. No que diz respeito à personagem ANITA, é lamentável o estrago nela produzido. Sua imagem foi prostituída aos seus dezoito anos de vida. Foi tamanha a desenvoltura com que desempenhou seu papel de destruidora de uma família que fica a dúvida se ela não o fez por convicção. Sejam quais forem as interpretações que se procurem apresentar, a verdade é que nossos jovens estão cada vez mais convencidos de que a FAMÍLIA já era e que é hora de liberação geral e do permissivismo amoral e imoral que nivela o homem aos irracionais.
Historicamente, a corrupção sexual, lembre-se de Sodoma, e a destruição da família sempre representaram o fim das mais conceituadas civilizações e dos mais poderosos impérios. Fica muito difícil de entender a vocação suicida das presentes gerações que, ao mesmo tempo em que sorvem a taça do veneno que mata, lamentam a morte de suas vítimas. Nossa geração é um rebanho de drogados geneticamente orientados para o extermínio.
Chegou o tempo de destruir os que destroem a terra” Apoc.11,18.
José Cândido de Castro
SETEMBRO de 2001