Acasalamento é o coito entre macho e fêmea provocado pelo instinto ou pelo desejo da satisfação sexual. Tal procedimento é característico dos animais irracionais que, seguindo o instinto, preenchem a lei da natureza que visa garantir a perpetuação das espécies animais via reprodução. Do acasalamento não resulta nem pode resultar o casamento que é o ponto de partida para a constituição da família e tem como fim primordial, não só a transmissão da vida física, mas, conotadamente, da vida racional pela educação e formação dos filhos. Entre os irracionais não há família nem educação de filhos, mas apenas transmissão de vida vegetativa e sensitiva. Baseado no amor, o casamento importa em dom recíproco que os cônjuges se fazem entre si mesmos. O casamento é a união legal de um homem com uma mulher, e, como instituição divina, é um sacramento indissolúvel: O QUE DEUS UNIU O HOMEM NÃO SEPARA. Via de regra, o casamento é precedido pelo namoro e noivado que devem servir-lhe como preparação, revelando a existência de harmonia, comunhão de ideais e de sentimentos, permitindo a verificação da constância e firmeza dos laços afetivos favorecendo o planejamento conjunto da vida futura. Nada disto se encontra no acasalamento que é apenas instintivo, momentâneo, egoísta e sem nenhum compromisso com a educação da prole e intenção de constituir uma união estável como resposta aos apelos de tudo o que transcende a uma vida meramente física e temporal. Fica assim patente e meridiana a diferença que se interpõe entre casamento e acasalamento. Casamento é para se dar entre seres racionais e o acasalamento entre os irracionais.
Hoje em dia, contudo, predomina, na diáspora social, a mentalidade de que o casamento já era e que o acasalamento consiste na grande descoberta do homem materialista, ateu e animalizado, que descobriu na destruição da família a solução para se libertar, de vez, de Deus e de seus preceitos. O acasalamento é conseqüência lógica e inevitável para quem perdeu o uso da razão e adotou o regime dos irracionais. A crescente ocorrência de gravidez precoce entre mocinhas de 12 anos para cima é prova cabal do que acabamos de afirmar. As mulheres, ou mais propriamente dito, as emancipadas, as tanajuras da vida, são as protagonistas do acasalamento porque as mulheres verdadeiras e autênticas continuam dentro do formigueiro do lar dando lições de sabedoria e trabalho. É por isto que elas merecem a consagração do livro dos Provérbios: “Vade, piger, ad, formicam, considera vias ejus et disce sapientiam”. Vamos, vagabundo, olhe a formiga, observe os hábitos dela e aprenda a sabedoria. Mas, também dentro do formigueiro há emancipadas, as tanajuras que criam asas, levantam vôo, deixam crescer o traseiro em contraste com a minúscula cabeça vazia de qualquer sinal de racionalidade. São todas condenadas a morrer no bico de aves caçadoras de insetos. É inútil pretender amenizar o realismo da expressão porque o que sobra da mulher emancipada é só mesmo sexo e culto da vaidade. As virtudes, maquilagem da mulher formosa, cederam ao despudor e a pouca vergonha.
Nos bons tempos, quando se organizavam mesas redondas para transmitir aos jovens orientação segura sobre sexo eram convocados doutores em teologia, filosofia, moral, bons costumes, antropologia e humanismo. Hoje, com vimos no programa do Faustão de 08/02/2004 foram arrolados três adolescentes, artistas da novela, eufemisticamente, denominada CELEBRIDADE. Eram três cegos, amparados pela bengala da ignorância, encarregados da orientação de outros cegos. Estavam assessorados por um “psicólogo” que, pelos conceitos emitidos, mais se assemelhava a um camelô de chavões usados pela moderna psicologia para coonestar o pansexualismo pagão da época dos bárbaros. Coordenando aquela cavaqueira ao pé do microfone, lá estava a grotesca figura do Faustão, com ares pavonescos de dono do pedaço, salpicando com perdigotos de sandices a galera complacente. É duro ter que admitir ter a Televisão baixada a um nível tão degradante. No final de seus programas a Globo, gloriosamente, estampa na tela os dizeres: Central Globo de Produção, assumindo a responsabilidade pelos mesmos. Sinceramente, julgamos que seriam mais coerentes se assumissem a responsabilidade pela corrupção que andam espalhando por este país.
No final da cavaqueira, um dos rapazes afirma em alto e bom som que não tem que dar satisfações a quem quer que seja, nem mesmo a Deus, pela cegueira que transmite, mas, tão somente a seus pais, seus mestres absolutos. Aí está, expressa com todas as letras e ênfase, a arrogância do homem emancipado das leis de Deus. Deus não tem que se meter em nossas vidas porque o homem moderno é auto-suficiente, basta-se a si mesmo. Afinal, para se equiparar aos irracionais basta perder a vergonha e dispor das câmeras da Televisão para aplaudir e levar aos ares as imagens de depravação dos costumes. Ao todo poderoso e arrogante homem aconselho que visite, com freqüência, os necrotérios de nossos cemitérios para ir se familiarizando com o que vai sobrar de sua arrogância. Mais, nada melhor do que a face pálida e desfigurada de um cadáver para convencer a qualquer um de que esta vida acaba e que no começo da outra nos espera o definitivo, nos aguardando um Juiz perante o qual nossa arrogância derreterá como o gelo à luz do sol. Nada permanecerá oculto, nada ficará impune. É o que está anunciado pelo Profeta: “Dies illa, dies irae, calamitatis et miseriae, dies magna et amara valde”. Dia de ira, aquele dia de calamidade e de miséria, grande dia, cheio de amargura. É o dia em que as tanajuras da vida viverão a experiência de virar paçoca e o Ícaro, filho do orgulho e da arrogância terá suas asas derretidas pelo calor do Divino Sol e se precipitará num mar sem fundo. É duro, mas, é verdade. Até lá, otário, que te delicias com melodioso canto da sereia, prenúncio do naufrágio.
José Cândido de Castro
JANEIRO/2004