A televisão, uma das fantásticas descobertas da moderna ciência, tem tudo para se constituir num poderoso e eficaz instrumento de educação e promoção social de nosso povo. A velocidade, a abrangência e perfeição da imagem se transformam em palavra viva capaz de informar, persuadir e convencer.
Infelizmente, o homem não entendeu o alcance dos meios de comunicação no sentido de promover o bem e o verdadeiro progresso social. Está fazendo deles oportunidade para desintegrar e corromper. Ouvi um destes autores de novelas afirmar que a missão do novelista consiste em projetar na tela o lixo social. Ele se auto define como lixeiro da sociedade. Empolgado, acrescenta que, ninguém, provavelmente, nem Deus, pode lhe proibir de levar a própria filha de dezessete anos para o vídeo e envolve-la neste jogo sujo das novelas. Assim ele está afirmando seu direito, não só de projetar na tela, mas ainda de criar o próprio lixo, não poupando, sequer, a própria filha. GRANDE PAI!... Isto é alarmante.
Por mais que procurem enfeitar e minimizar, a televisão, tal como está sendo praticada no Brasil, é fator de desagregação dos costumes e, principalmente, da família. As novelas, bem como outros programas, pregam, ensinam e estimulam a prática do amor livre, da gravidez precoce, da desunião e separação do casal, do adultério, da rebelião dos filhos contra os pais, da violência e do crime de diversas modalidades. É uma verdadeira quinta coluna que, através da conhecida propaganda subliminar, vai, pouco a pouco, solapando as bases do edifício familiar. A desculpa é que não se pode deixar de mostrar o lixo porque senão a democracia vai por água a baixo. Confunde-se democracia com mostragem de sujeira. Belo conceito!... Se democracia for isto, é melhor então que despenque de uma vez e venha logo a ditadura para varrer o lixo. Se não me engano, os donos de Redes de Televisão são concessionários do poder público que tem o poder de impor regras e condições para seu desempenho. Em assim sendo, o governo não precisa se desgastar com o sagrado bicho papão da censura. Basta que, ao fazer a concessão, defina, com clareza e precisão, o que é e o que não é lícito praticar. Quem não quiser sujeitar-se, que vá plantar soja ou tirar leite. A solução é fácil. Estude a autoridade a questão. Crie um código de ética para os meios de comunicação onde se defina claramente o que seja crime de corrupção da sociedade e do menor em especial. Reúnam-se os concessionários. Quem não concordar, está fora. CORROMPER JAMAIS.
É livre a manifestação do pensamento, reza a constituição. Mas, quem, quem concorda que divulgar sujeira e espalhar corrupção é manifestação de pensamento? Entre pensar e transformar um pensamento em ação não vai muita distância. Se o pensamento for mau, evidentemente não pode ser divulgado por se constituir em solicitação ao crime. Ora, o crime, objetivamente e independente de qualquer censura, é proibido em todas as suas modalidades. O que o Ministério Público fez não foi censurar, mas proibir a prática do crime de corrupção do menor. Quem pratica o crime, tem que ser punido seja lá quem for.
Em nenhuma democracia o crime está liberado para que se garanta a subsistência da mesma. Democracia é o direito e a liberdade que tem o cidadão de pensar e praticar o bem. Em contra partida, o cidadão tem o dever e a obrigação de não pensar nem agir mal. Se proceder mal, seja individuo ou Rede de Televisão, deve, em nome da democracia e da lei, ser punido e não meramente censurado. Os ladrões de galinha vão para a cadeia. E os ladrões de inocência, os promotores do amor livre, da gravidez precoce, da desunião e separação dos casais, do adultério, da rebeldia dos filhos contra os pais, da violência, dos crimes de homicídio, deverão ir para onde? No entender dos donos dos meios de comunicação, deverão figurar na galeria dos imortais, pelo menos até que a morte chegue e os leve para outro tipo de galeria.
A coisa está muito clara. A corrupção nos meios de comunicação é uma evidência ululante. O importante é que os pais de família e a sociedade em geral, sem perda de tempo, se unam para suturar a sangria antes que seja tarde demais. Vamos firmar um pacto de afirmação da autoridade paterna e materna. Quem tem o direito e o dever de educar e defender nossos filhos somos nós os pais. Somos nós que damos o pão e o sustento. Televisão nenhuma vem ao nosso encontro para oferecer dinheiro, alimentos, vestuário, remédios, enfim, o necessário para garantirmos o sustento da família. A troco de que, então, se arrogam o direito de interferir na intimidade de nossos lares para semear joio na semente do bem e das virtudes que, a duras penas, lutamos para cultivar? “Ã noite, veio o inimigo e semeou a cizânia no meio do trigo” Mt. 13,25. É chegado o momento de dizermos basta a este tipo de ingerências espúrias e de proibirmos que estas imagens corruptoras cheguem até aos inocentes olhos de nossas crianças. Senhores pais cortem a energia, quebrem e incinerem, se for preciso, o televisor, mas preservem e salvem seu tesouro, a inocência que ilumina e purifica o manancial da vida, a FAMÍLIA.
Até agora, verberei e fustiguei a televisão corruptora. Não posso contudo, concluir sem fazer justiça à legítima e autêntica Televisão. Há programas construtivos e dignos de serem vistos, muitas vezes, porém, misturados com o joio e a cizânia. É este o momento oportuno para se erguer um brinde ou tirar o chapéu para algumas Emissoras de Televisão, em especial para a REDE VIDA que sabe exaltar o positivo e ignorar o negativo. Parabéns, REDE VIDA, e obrigado por nos ajudar, a nós pais, a manter bem erguida a bandeira da família e cumprir com a missão de construir e preservar o SER RACIONAL. “Aqueles que ensinam o bem, brilharão, para sempre, como estrelas no firmamento”. Dan.12.3.
REDE VIDA, você, como outras, brilham no cenário da nação pelo magnífico exemplo que dão e pelo heróico esforço que fazem para nos ajudar a garantir um lar para nossos filhos. TUA IMAGEM ILUMINARÁ OS PASSOS DOS QUE PALMILHAM AS VEREDAS DO VERDADEIRO AMOR.
José Cândido de Castro
DEZEMBRO/2000