A FALÊNCIA DA ESCOLA

Em outra oportunidade nós abordamos as causas que levaram a Família à desagregação e sua conseqüente falha na educação e formação do ser racional. Hoje, pretendemos focalizar a Escola como integrante do binômio Família-Escola no mister de educar.

Como a Família, também a Escola foi alvo da agressão ideológica que caracterizou o século vinte. Nazismo e comunismo repudiaram a educação religiosa, moral e cívica porque contrárias ao estado totalitário e ateu que, como instrumento de dominação do ser racional, não admite qualquer tipo de direito pessoal. Agredida e intimidada, a Escola se encolheu e se limitou a inculcar na juventude idéias materialistas e violentas. Os colégios religiosos, baluartes da educação voltada para o humanismo e valorização do espírito foram se extinguindo ou passando para as mãos de leigos e comerciantes. Isto porque as vocações religiosas entraram em crise e boa parte do clero existente preferiu abandonar a evangelização e enveredar pelos caminhos do socialismo ideológico. Os efeitos foram os piores possíveis. A Escola hoje se reduz a meros agrupamentos onde ensinamentos duvidosos ou, até mesmo malversados, são passados aos alunos, inclusive a negação da própria existência de Deus. A cultura humanística é preterida a favor da exaltação do pragmatismo materialista. Os professores, em grande número, preferem impor aos seus discípulos opiniões pessoais, quase sempre, divorciadas da verdade objetiva. Além do mais, gastam boa parte de seu tempo em reclamar contra a aviltante remuneração que recebem pelas aulas ministradas. Ë verdade que são mal, pessimamente remunerados, mas não se justifica, a partir desta premissa, o abandono da educação ou o desvio de seus retos princípios em benefícios de cavaqueiras à guisa de mesas redondas onde se trata de tudo, menos daquilo que verdadeiramente interessa, ou seja, a formação do ser racional como objetivo primordial da atividade escolar. Não nos esqueçamos de que o magistério é um sacerdócio, que, como tal, deve ser exercido ainda que o pó de giz resseque nossas gargantas.

O governo dispõe de recursos para socorrer banqueiros, para garantir o superfaturamento de obras, para sustentar os ladrões e dilapidadores dos cofres públicos, mas quando se fala de verbas para a educação, ele fecha a cara, esbraveja e ameaça com riscos de faltar dinheiro para financiar as intermináveis viagens do presidente e suas comitivas, para cobrir os gastos com o aumento de salários dos que já ganham até vinte e três mil reais e, otras cositas más. A imagem do aglomerado administrativo do Brasil em nada diverge de um sepulcro caiado. Por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento. E olhe que pão é pouco, trata-se mesmo é de carne podre.

Estamos aqui discorrendo sobre a Escola, mas são poucos os que se dão conta de que, sem educação, é impossível sonhar com a regeneração nacional. Está na hora de os brasileiros, em particular os pais de família, acordarem para esta realidade, se é que ainda almejam viver como racionais e como imagens do Criador.

Em outra oportunidade nós abordamos as causas que levaram a Família à desagregação e sua conseqüente falha na educação e formação do ser racional. Hoje, pretendemos focalizar a Escola como integrante do binômio Família-Escola no mister de educar.

Como a Família, também a Escola foi alvo da agressão ideológica que caracterizou o século vinte. Nazismo e comunismo repudiaram a educação religiosa, moral e cívica porque contrárias ao estado totalitário e ateu que, como instrumento de dominação do ser racional, não admite qualquer tipo de direito pessoal. Agredida e intimidada, a Escola se encolheu e se limitou a inculcar na juventude idéias materialistas e violentas. Os colégios religiosos, baluartes da educação voltada para o humanismo e valorização do espírito foram se extinguindo ou passando para as mãos de leigos e comerciantes. Isto porque as vocações religiosas entraram em crise e boa parte do clero existente preferiu abandonar a evangelização e enveredar pelos caminhos do socialismo ideológico. Os efeitos foram os piores possíveis. A Escola hoje se reduz a meros agrupamentos onde ensinamentos duvidosos ou, até mesmo malversados, são passados aos alunos, inclusive a negação da própria existência de Deus. A cultura humanística é preterida a favor da exaltação do pragmatismo materialista. Os professores, em grande número, preferem impor aos seus discípulos opiniões pessoais, quase sempre, divorciadas da verdade objetiva. Além do mais, gastam boa parte de seu tempo em reclamar contra a aviltante remuneração que recebem pelas aulas ministradas. Ë verdade que são mal, pessimamente remunerados, mas não se justifica, a partir desta premissa, o abandono da educação ou o desvio de seus retos princípios em benefícios de cavaqueiras à guisa de mesas redondas onde se trata de tudo, menos daquilo que verdadeiramente interessa, ou seja, a formação do ser racional como objetivo primordial da atividade escolar. Não nos esqueçamos de que o magistério é um sacerdócio, que, como tal, deve ser exercido ainda que o pó de giz resseque nossas gargantas.

O governo dispõe de recursos para socorrer banqueiros, para garantir o superfaturamento de obras, para sustentar os ladrões e dilapidadores dos cofres públicos, mas quando se fala de verbas para a educação, ele fecha a cara, esbraveja e ameaça com riscos de faltar dinheiro para financiar as intermináveis viagens do presidente e suas comitivas, para cobrir os gastos com o aumento de salários dos que já ganham até vinte e três mil reais e, otras cositas más. A imagem do aglomerado administrativo do Brasil em nada diverge de um sepulcro caiado. Por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento. E olhe que pão é pouco, trata-se mesmo é de carne podre.

Estamos aqui discorrendo sobre a Escola, mas são poucos os que se dão conta de que, sem educação, é impossível sonhar com a regeneração nacional. Está na hora de os brasileiros, em particular os pais de família, acordarem para esta realidade, se é que ainda almejam viver como racionais e como imagens do Criador.

José Cândido de Castro

NOVEMBRO/2000

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Prof. José Cândido de  Castro
Filósofo e Humanista
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Uberlândia - MG