Primeiro Flash. A telefonista do telefone 190 da Policia Militar atende a uma chamada. O interlocutor diz que está precisando de uma ajuda porque sua filha menor está sendo molestada por marginais que pretendem levá-la para o mau caminho . A telefonista contesta afirmando que isto não é função da polícia , mas dos pais que deveriam cuidar melhor da educação dos próprios filhos . A função da polícia é transportar cadáveres para o IML e tentar apurar crimes. Não tem nenhuma missão preventiva. Isto não é ficção, aconteceu mesmo. Tanto bateram na tecla do permissivismo que nossa policia acabou se convencendo que tem mesmo é que deixar a coisa correr. Permanece tranqüila em seus quartéis no exercício de funções burocráticas. Quando o pau quebra , limita-se a fazer a ocorrência e a atualizar a estatística de mortes . Ah ia me esquecendo. Quando deixo de pagar algum imposto, aí sim, levam-me para as grades porque sem imposto não há como pagar o saldo devido pelos serviços prestados. Até parece que estamos fotografando uma carreta sem freios transitando pela serra da Canastra. Entrementes, em nossos quartéis, rigorosamente limpos, em manhãs translúcidas, nossa bandeira é carinhosamente hasteada ao som de vozes afinadas – “ Oh salve lindo pendão da esperança, símbolo augusto da paz ”. Sim , da paz dos mortos .
Segundo flash. Numa sala de aulas de uma Faculdade um professor proclama alto e bom som que Deus não existe e que sua maior glória consistirá em chegar ao fim do ano tendo provado que sua afirmativa é verdadeira. Sorte dele que eu não sou Deus. Do contrário ele não chegaria ao fim do ano. Isto não é ficção, aconteceu mesmo. Uma boa parcela de nosso professorado não mais se preocupa com ensinar aos alunos a verdade. Preferem queimar o tempo contando lorotas, falando mal do Regime Militar ou empurrando para cima dos estudantes, já tão desorientados, suas próprias opiniões, cada uma mais despropositada do que a outra. De escola mesmo restam apenas as carteiras rabiscadas com palavrões e obscenidades.
Terceiro flash. O Presidente da República edita uma medida provisória para autorizar propaganda de cigarros nos carros de corrida do Grande Prêmio Brasil de Fórmula Um. Isto não é imaginação, aconteceu de fato. Quem levou a melhor nesta violentação da lei? Eu não fui. Em meio a esta vulgarização que tomou conta dos hábitos de nossa sociedade, os homens do governo, até a pouco, ainda conservavam uma certa compostura, farisaica, é verdade, mas de algum nível. Agora, com o advento da República Sindicalista ao governo, a coisa despencou de vez. Temos agora um Presidente que adere a se nivelar a tudo, até aos bonés e ao comportamento e palavreado bisonho dos Sem Terra que deram tchau à lei e xucramente promovem a baderna no campo muito bem orientados, aliás, por que nada tem a ver com o amanho da terra. A isto dão o apelido de cidadania.
Quarto flash. No Senado Federal e, na Câmara também, presenciamos o espetáculo de deslumbramento pelas mulheres que lograram conquistar uma cadeira no parlamento nacional. Aleluia! É a doce história de: “Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza”. O fato não teria maior significado se não fosse o sabor de revanche com que é recheado principalmente pela Senadora Serys Slhessarenko. Ela transformou a tribuna do Senado em plataforma de lançamento de mísseis contra o que qualifica de trincheira masculina. Isto não é imaginação. O fato pode ser observado diariamente pela TV Senado. Mas a Senadora não para por aí. Ela estabelece metas. É preciso amealhar pelo menos cinqüenta por cento das vagas do parlamento e partir para inverter este quadro de hegemonia masculina . Entretanto, é oportuno lembrar à Senhora Senadora feminista algumas verdades que ninguém poderá esquecer ou mudar.
Abra comigo o capítulo 2.18 do Livro do Gênesis. “Javé disse: Não é bom que o homem esteja sozinho. Vou fazer para ele uma AUXILIAR que lhe seja SEMELHANTE”. É a palavra do Senhor Deus. Ora bem, semelhante não significa igual. Um pouco mais adiante o mesmo Livro do Gênesis conta que Deus usou uma costela do homem para fazer a mulher. Quando a viu, o homem exclamou: “Esta sim, é osso de meus ossos e carne de minha carne”. Isto significa que, em oposição às demais coisas criadas, a mulher é da mesma natureza que o homem e por isto mesmo é portadora dos mesmos direitos. O que a natureza deu à mulher ninguém poderá tirar-lhe. E quantas maravilhas ela recebeu do Criador! Note-se, contudo, natureza e funções são dois conceitos diferentes. Na Santíssima Trindade as Três Pessoas são da mesma e idêntica natureza divina. No entanto, ao Pai é atribuída a função do Criador, ao Filho a de Salvador e ao Espírito Santo, a de Santificador. Ter a mesma natureza não significa, pois, ter as mesmas funções. O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. Nem por isto tem as mesmas funções que Ele. Fisicamente o homem e a mulher são diferentes. A mulher representa a beleza, a ternura, o homem a força e o vigor. Diferentes são os órgãos destinados à reprodução e à regulagem dos hormônios. Os seios, por exemplo, são destinados a amamentação e não a levar murros em lutas de Box, caratê e similares. Ninguém pode negar que o organismo feminino é de complexão mais delicada, menos resistente a certo tipo de atividade. Quanto ao psíquico é patente que a tessitura psíquica da mulher diverge, em muitos pontos, da do homem. Ela é vaidosa, detalhista, meiga, carinhosa e consumidora de uma vasta linha de cosméticos. Ou, por outras, tem sua estrutura psíquica toda voltada para a maternidade. É a penate, a deusa do lar. Sem sua presença atuante não existe família. À toa não é que, quase sempre, na separação conjugal, os filhos ficam com a mãe. É neste item família, na educação dos filhos que se evidenciam os estragos provocados pela famigerada emancipação da mulher. Emancipar hoje em dia significa abandonar marido e filhos para correr atrás de posições que satisfaçam a vaidade feminina e, o que é pior, criar para muitas a oportunidade de ir para os estúdios de televisão, para a revistaPlay Boy, para as Caras, para as páginas de um sem número de publicações pornôs para exibir, como autênticas tanajuras, o símbolo da mulher emancipada: cabeça pequena e traseiro avantajado. Data vênia parece-nos que a nobre Senadora poderia aproveitar melhor a oportunidade de que dispõe agora para defender e promover da tribuna do Senado o que é marca da mulher, ou seja, ser mãe de família, esteio da moralidade, exemplo de virtudes, garantia da estabilidade do lar e não queimar os vinte minutos de que dispõe quase diariamente para movimentar os óculos ou organizar grupos de promoção feminista. Senhora Senadora, a família entrou em processo acelerado de decomposição depois que a mulher resolveu, no estilo da antiga Eva, dar atenção ao cochicho da astuta serpente: “Deixe de ser boba, escrava, gata borralheira, Amélia. Liberte a deusa Vênus que se esconde nos bastidores de seu sexo. Seja uma Carla”.
Quinto Flash. O Estado de Minas, por seus governantes, vem se especializando no mau exemplo de não cumprir sentenças oriundas da Justiça. Recentemente, um funcionário do Departamento Jurídico da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestões declarou que não cumpriria uma sentença porque o juiz não sabia o que estava dizendo. A propósito, vale a pena sublinhar o seguinte fato. No governo de Itamar Franco resolveram fazer um agrado ao povão. Determinaram que quem consumisse até 220 kwh mensais teria direito a desconto na conta. Veio a fornecedora de energia e estabeleceu que os pretendentes ao desconto deveriam cadastrar-se, com se, através das contas, não soubessem quem. Para cadastrar-se, o consumidor deveria procurar uma Agência do Correio. Foi lá e recebeu a informação de que, para tanto, era necessário apresentar cartão de Cidadão fornecido pela Prefeitura. Correu lá, mas o responsável lhe adiantou que a Prefeitura nãofornece o referido cartão. Donde se conclui que você nãopode mais ser cidadão, nem cadastrar-se, nem ter direito ao desconto. Enquanto isto, os autores da pegadinha morrem de rir do povão otário. A mesmíssima coisa está acontecendo com a lei Estadual 10419 de 16/01/91 que concede ao idoso o direito à passagem gratuita nos ônibus municipais e intermunicipais. A lei existe mas Empresas de ônibus se recusam a fornecer a passagem porque o Estado nãorepõe às mesmas a importância devida . É uma pegadinha atrás da outra. É isto que os gaiatos dos políticos chamam de cidadania. Flashs como estes poderíamos sair disparando por aí aos milhares. Só que o filme, de má qualidade, está queimado e só dá negativo quando revelado.
Mas, como não poderia deixar de ser, os cara de pau da política nacional continuam cantando todos os santos dias: “Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, BRASIL. Pena é que a MADRASTA da política desfigura o rosto da MÃE PÁTRIA .
José Cândido de Castro
JULHO/2003