Diógenes, filósofo grego, que viveu até ao ano 327 antes de Cristo, desprezava a riqueza e as convenções sociais. Morava dentro de um tonel. Certo dia o imperador Alexandre perguntou-lhe se desejava alguma coisa. Respondeu-lhe: “Sim, que te afastes da frente de meu sol”. Professava tamanho desprezo pelos homens de seu tempo que foi visto um dia caminhando pelas ruas de Atenas, a plena luz do dia, carregando uma lanterna acesa e dizendo: “Procuro um homem”.
Não sou Diógenes, nem muito menos, mas estou de vela acesa na mão a procura de um homem ou de uma mulher que reúna as condições necessárias para ser o próximo Presidente da República. Nossa situação aqui no Brasil se assemelha muito com a do filósofo grego. Encurralada no tonel da mais franciscana pobreza e estupefata perante a esta galopante corrupção, vergonha nacional, de lanterna na mão, a população procura, aflitivamente, um homem para salvar a pátria.
Aqui, destas páginas da INTERNET, estou lançando meu apelo para que reeditemos a figura de Diógenes e de lanterna na mão, nos lancemos nesta árdua e difícil tarefa de encontrarmos alguém que reúna o mínimo necessário de atributos para empunhar o leme desta nau sem rumo chamada Brasil. É tarefa para quem se dispunha a encontrar uma agulha num palheiro. No entanto, é um desafio que precisa ser vencido, sob pena de naufragarmos de vez. Tentaremos traçar aqui o perfil do homem que estamos procurando.
Antes de mais nada, tem que ser HOMEM, um ser racional, dotado de sentimentos e bom senso. Que ame o Brasil e seu povo. Que tenha discernimento e visão para escolher e montar uma equipe de governo capaz de gerir os negócios com eficiência sob seu comando. Que tenha um passado limpo e transparente, sem nenhum envolvimento com a máfia dos corruptos. O Brasil é um país constituído de maioria cristã. Tem pois o direito de ser governado por alguém de sentimentos religiosos e de acatamento à autoridade de Deus. Está aqui o retrato. Temos que conseguir um original para ele e partir, através do voto, para entroniza-lo no Palácio do Planalto.
Você já percebeu que nenhum dos que andam se enfeitando para candidato preenche estes requisitos? O critério não pode ser o da filiação política. Política não é qualidade nem virtude, pelo contrário, para quem aspire assumir tão alta responsabilidade.
Estou lançando pela Internet uma pesquisa. Se você conhecer alguém parecido com aquele que estamos procurando, por favor, comunique-se por meu SITE ou por telefone. Precisamos formar opinião em torno de um possível candidato que possa ser adotado por algum partido e apresentado ao eleitorado como verdadeira tentativa de solução para a nação.
É preciso sair da passividade e partir para a ação. Ação é todo o ato pelo qual um ser vivo sai de uma situação estática. Nós brasileiros somos muito passivos, estáticos, e não reagimos perante aquilo que representa verdadeira calamidade para nosso povo. Vamos, acenda sua vela porque amaldiçoar a escuridão de nada aproveita. Todos temos o direito e o dever de opinar sobre a escolha de quem vai governar o país. Até agora os partidos políticos, todos eles eivados de interesses partidários, se arrogaram o direito de escolher e de empurrar pela garganta dos brasileiros quem eles bem entenderam. Isto tem que acabar. Já que eles não promovem uma consulta prévia à nação, o povo vai se encarregar de faze-lo. Pondere bem. Será que é tão difícil acender uma vela? Alguns centavos de consciência cívica mais um pau de fósforo de decisão de cada um e pronto, teremos um Brasil em marcha à busca de sua verdadeira identidade. A OMISSÃO é o pior pecado cívico do cidadão quase sempre baseado no egoísmo, no comodismo e na covardia. A fidelidade aos ideais democráticos exige um povo alerta e capaz de sair de seus cômodos e interesses para assumir a responsabilidade de uma crítica construtiva.
OLHE NO ESPELHO E VERIFIQUE SE VOCÊ É UM COVARDE, UM MESQUINHO, INDIGNO DA CIDADANIA BRASILEIRA. QUEM NÃO FOR CAPAZ DE ACENDER UMA VELA, NÃO MERECE RESPIRAR O AR QUE CIRCULA NESTA TERRA NEM ENCARAR O SOL QUE AQUECE E ILUMINA OS IDEAIS DE UMA VIDA DIGNA.
José Cândido de Castro
MAIO/2001