Não duvido em apontar a violência como o problema número um e, certamente, o mais grave da atualidade. Isto, porque ela existe como efeito de causas acumuladas por sucessivas e desastradas administrações dos dez últimos governos que passaram por aqui. Entre estas causas situam-se a diuturna desagregação da família e o irresponsável aniquilamento da escola como fatores de educação e formação do ser racional. Estou de ouvidos abertos para captar o que os candidatos à Presidência da República andam dizendo a este respeito. Até agora nada, simplesmente nada ou parvices.
Num dia destes, enquanto esperava para ouvir um noticiário, deparei-me com uma destas freqüentes cavaqueiras da cúpula do PT. Lá estavam seus cartolas, cada um mais preocupado do que o outro em aparecer e mostrar competência. Só que a competência de sapateiro não costuma ir além da sandália. Foi assim que, naquele conselho de caciques, veio à tona o incômodo tema da violência. De imediato, o tido como filósofo da turma petista, o Deputado Aloísio Mercadante, tomou a palavra e declarou, em alto e bom som, que a solução para a violência está na criação de aulas de GUITARRA como sedativo para a galera. “Risum teneatis, amici”, contenham o riso, meus amigos, francamente, foi a única reação que me foi possível esboçar face a esta pilhéria. Mas, pensando bem, há muita coerência na afirmativa do deputado. O grande filósofo do ateísmo e do materialismo dialético, Carlos Marx, defendia a tese que a religião é ópio do povo, ou seja, que o ser humano vive de ilusões. É por isto que plagiando o que, segundo Marx, seria a religião, o filósofo do PT anda a procura de um narcótico para as massas. Parece que a música, tal como é entendida e praticada hoje, desempenha bem o papel de entorpecente. Só que este ópio sonoro não é extraído das folhas da papoula mas das cordas da guitarra. É tão estridulante que converge para a poluição sonora e para a surdez, em não poucos casos.
A teoria marxista implodiu e foi sepultada a mais de uma década, reconhecida que foi como perversa e inimiga mortal do ser humano. O PT contudo, vive e se alimenta desta soca ideológica que sempre teve como safra a violência. Lula, o velho lobo se esperneia e corre atrás de uma plástica que o transforme em cordeiro. Com um sorriso muito amarelo e artificial procura alisar aquela sua carranca barbuda e azeitar o olhar ameaçador com que sempre encarou seus adversários. Usa de palavrinhas doces, quase meigas, para disfarçar o veneno de suas reais e verdadeiras intenções. Emprega termos afetadamente eruditos para simular uma cultura que realmente não possui. Saiu daqui para ir à França trocar beijinhos com Jospain, o derrotadíssimo candidato das esquerdas, esquerdissimas. Não sei se ele já alinhavou alguma explicação para a devastadora derrota sofrida por seu correligionário do velho mundo. No mínimo terá ensaiado um gesto de desdém, no estilo da velha raposa despeitada: Esses franceses são uns burros... É aquela história: foi buscar lã e saiu tosquiado. É que ninguém mais neste mundo acredita nas mentiras das esquerdas, todas elas escoradas no fracassado materialismo dialético, muito menos os franceses que esbanjam cultura, notadamente a política. É isto o que o PT quer para o Brasil, o que os franceses jogaram no lixo.
Lula prega, hipocritamente, democracia mas corteja e namora os ditadores, entre outros, o sanguinário Fidel Castro. Diz-se respeitador de direitos mas sopra a brasa dos Sem Terra, braço terrorista do PT, e manda representante deles para fazer subir ainda mais a pressão bélica entre Palestinos e Israelenses. Diz-me com quem andas e te direi quem és. Em seus projetos de governo, Lula se limita a dizer que é preciso fazer isto ou aquilo mas não apresenta sequer um programa concreto onde o preto é colocado no branco. Não faz uma referência a Deus nem aos valores morais e espirituais. Sobre a nossa destroçada família, causa evidente da violência, a qual precisa ser urgentemente restaurada não diz uma palavra, não faz uma referência. No entanto, é disso que precisa o Brasil. Respeito às leis de Deus, da natureza e ao próprio ser humano, razão última de toda a ação governamental. Nós precisamos de religião, de alma, de convicção de que esta vida só tem significado quando dela nos servirmos para garantir a futura, esta sim, definitiva. Como adepto da filosofia ateia e materialista de Marx, Lula não tem nem nunca teve religião. Um governante sem fé, sem princípios morais e humanos não passa de um carrasco do povo, como, aliás, todos os tiranos que envergonham a história humana.
Luiz Carlos Prestes, patrono cívico de Lula, disse, e todos os que têm um pouco de respeito pela história e pela verdade sabem disto, que, no caso de uma guerra entre Brasil e Rússia, aquela comunista, ele Prestes, bem como todos os brasileiros comunistas, portanto também Lula, lutariam contra o Brasil e a favor da Rússia. São estes que agora estão morrendo de ternura pelo Brasil... e de ambição pelo poder como salvadores da Pátria amada Brasil.
Revolvendo meus guardados, encontrei um folheto espalhado pelas ruas de Belo Horizonte quando Lula foi candidato a presidente pela primeira vez. No referido folheto, Lula é acusado de dedo duro. Você sabia, afirma o folheto, que Lula sempre foi ligado aos órgãos de informação da ditadura? Na época da repressão ele passava às autoridades policiais, a troco de dinheiro, informações sobre os planos dos sindicatos e movimentos operários. É sabido que a AUTOLATINA, quando queria forçar o governo a aumentar o preço dos automóveis, pagava ao Lula altas somas de dinheiro para ele promover a greve dos operários. Lula é um homem rico e foi assim que ele se enriqueceu. Ele não é um sindicalista mas um ambicioso, um instrumento nas mãos do PT que quer conquistar o poder para implantar no Brasil o regime do terror, tipo chinês, que esmaga estudantes e operários com tanques e assassina jovens com tiro na nuca e obriga os pais a pagarem o preço da bala.
Lula, como os demais Genuínos do PT não deveriam continuar disfarçando sua condição de agentes da violência mas sair por ai invadindo fazendas, praticando outros tipos de violência até que provoquem uma guerra civil declarada e o Brasil tome aquele banho de sangue, receita dos que sempre pregaram a luta de classes como meio eficaz para se conquistar o poder e implantar a ditadura. De quatro em quatro anos a tentativa se repete e o Brasil caminha para trás como um caranguejo chafurdado neste imenso mangue de uma sociedade cada vez mais corrupta e corruptora, desumana e adepta da filosofia hedonística da vida que nada mais significa do que o gozo dos prazeres, mormente os da carne. Esta filosofia mergulhou no caos inúmeras civilizações. Uma delas foi denunciada por dedos que escreviam nas paredes do salão onde rolava a orgia real da corte de Baltazar. Mane, THecel, Pahres é o que se via escrito e que foi interpretado pelo Profeta Daniel como significando: “Deus contou os dias de seu reinado, pesou você na balança e achou sem peso, seu reino será dividido e entregue a seus inimigos”. Horas depois o poderoso Baltazar estava morto e seu reino destroçado. Nossa civilização é cópia xerox de muitas que nos antecederam. Caracteriza-se pelo culto de um paganismo prático, pelo descaso de Deus e dos valores morais e espirituais e pela idolatria da matéria deificada no sexo. Acontece porém que Deus está vivo e atuante mais do que nunca. Os dias se encurtam, as profecias se realizam, a ciência constata e o horizonte da outra vida cada vez se faz mais próximo.
José Cândido de Castro
MAIO de 2002