PAIS OU MEROS REPRODUTORES?

Esta é a grave questão que se interpõe hoje entre as relações de  pais e filhos. A situação dos pais de tal  modo se complicou que lhes foi  roubada  até a sua missão de educadores  dos  próprios  filhos. A sociedade,  em  geral, a  mídia,em especial,e a televisão invadiram o recinto da família, não para ajudar na educação dos jovens, mas para deseduca-los e atira-los contra os preceitos, os princípios e a educação que os pais têm o direto e o dever de transmitir-lhes como representantes de Deus que são. Trata-se de um  verdadeiro seqüestro com todas suas características de agressão e violência. Aos  pais  é  imposta,  como de praxe, a obrigação de pagar o resgate  reconduzindo  para  dentro  de  casa  o filho viciado em drogas, a filha estuprada, grávida, quando não morta ou quase morta como portadora do vírus da AIDS. Meros roedores de ossos são muitos dos pais de hoje. A pouca vergonha do homossexualismo é apresentada em programas de televisão  como um fenômeno  natural  do  mundo  moderno.  O mundo mudou, asseveram os levianos arautos da nova geração. Eles, contudo, se esquecem de que Deus não mudou, que  as  leis  de  Deus não mudaram, que a natureza não mudou. Aquele mesmo Deus que destruiu pelo fogo as cidades de Sodoma e Gomorra, precisamente por causa de seus pecados de sodomia, ou seja, do homossexualismo que perverteu todos os seus habitantes,  à  exceção  de  Lott,  sua  mulher  e  suas  duas  filhas,  continua  ativo  e  vigilante aplicando aos sodomitas de hoje o castigo e a destruição do vírus da AIDS.

Nossa família se desmantelou exatamente porque roubaram dos pais seu mais sagrado e legítimo direito de educar os filhos. Um recente e lamentável episódio ilustra bem esta verdade. Uma pobre e aflita mãe por ter aplicado castigo físico ao filho rebelde com o intuito de educa-lo, foi levada à polícia e ameaçada com pena de prisão das mais severas. No entanto aqueles que asseguram que o mundo mudou se esquecem de que, no livro dos provérbios (13,24) está escrito: “Aquele pai que pouca a vara, odeia seu filho, mas o que o ama, constantemente o corrige. “ Aqueles que costumam apresentar o primeiro mundo como modelo de respeito aos direitos da crença lembramos que, recentemente, nos Estados Unidos e na Inglaterra duas crianças de nove anos foram condenadas à prisão perpétua por crime de homicídio. Aqui no terceiro mundo, quem vai para a cadeia é a mãe que aplica ao filho insubordinado alguns beliscões e chineladas. É aqui neste Brasil do terceiro mundo que se consagra um código do menor onde se relegam os crimes e se proíbe a aplicação da pena correspondente aos mesmos.

É isto aí, o mundo mudou e vai continuar mudando ainda mais. Os sodomitas vão se multiplicar, a televisão seguirá arremessando aos ares seus programas corruptores, suas novelas obscenas e os pais serão mandados para a cadeia por estarem atrapalhando a evolução do mundo. As leis de Deus e da natureza continuarão sendo objeto de todo o tipo de agressão. O homem converter-se-á no grande incendiário que fará da terra uma bola de fogo tal como é descrito pelas profecias do Evangelho e do Apocalipse. O homem de hoje se constitui num ser arrogante que encara Deus e suas leis como um rival, um inimigo a ser dominado e vencido. Mas ele se esquece de que o altíssimo preço que terá de pagar para continuar abusando de sua liberdade, para fazer o que bem entender como uma réplica ao poder de Deus, será sua autodestruição. Nosso homem anda muito preocupado com as espécies em extinção, extinção esta que ele mesmo promove, mas ignora que sua própria espécie caminha a largos passos para o aniquilamento.

A família, origem, fonte e garantia da continuidade da vida em nosso planeta, foi agredida pela dinâmica das mudanças do mundo promovidas pelo todo poderoso homem que sucumbirá em meio às chamas da pira que está acendendo. Será que então a liberdade, símbolo do poder absoluto do homem e sua arma contra Deus, o salvará naquele dia? Nunca é demais ter presente que o homem é pó e em pó se reverterá.

José Cândido de Castro

AGOSTO/2000


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Prof. José Cândido de  Castro
Filósofo e Humanista
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