O RETRATO DO MEU PAI

Este retrato foi delineado pelo mais fiel intérprete da presença divina no contexto da vida humana. O Profeta Davi, no salmo cento e quarenta e cinco, extravasou sabedoria e esgotou sua verve profética quando traçou a imagem do PAI, por essência.

Segundo ele, meu Pai tem o nome mais lindo que imaginar-se possa: é Deus, é Javé. Sua grandeza transcende tudo quanto nossa razão pode perceber. Seu poder não tem limites, é capacitado para realizar as mais incríveis façanhas e maravilhas.

É bom, justo, piedoso e compassivo. Não é propenso à cólera, mas transborda de amor. Sua glória brilha e ofusca toda a opulência dos poderosos da terra. É fiel e garante a perenidade de sua palavra. É misericordioso e soergue todos quantos resvalam na própria fraqueza. Como Divino Pelicano ele alimenta com o próprio sangue todos os que têm os olhos voltados para sua infinita riqueza.

Javé tem os ouvidos abertos para captar o mais tênue pedido de socorro que parte dos que o amam e possui asas céleres para voar em seu auxilio.

Ele é Pai no mais pleno e completo sentido da palavra e eu sou seu filho. O que mais me falta para percorrer com os lábios repletos de louvor e confiança os caminhos de minha fé que me conduzem ao abraço eterno com a felicidade?

Em que pese tudo quanto a presente vida pode representar de crueldade e de sofrimento para os que ainda sobrevivemos às vésperas do grande dia do SENHOR em que Ele aparecerá sobre as nuvens do céu e nos mudará de mortais para imortais, para bons ou maus, em definitivo. Não nos resta a mínima dúvida de que somos protagonistas da mais fulgurante aventura e presenciadores da manifestação do poder e da glória de Deus nas alturas e da felicidade daqueles que, na terra, realizaram e viveram a deslumbrante façanha do Evangelho.

Não amaldiçoe a vida presente porque ela representa o vestibular da glória futura.
Javé nos aplica os testes deste vestibular, mas, ao mesmo tempo sugere aos nossos ouvidos as respostas certas que nos conduzem à aprovação.

Então a alegria tomará conta da casa do PAI porque seus filhos rodeiam para sempre o trono de sua glória.

José Cândido de Castro

JUNHO DE 2009

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Prof. José Cândido de  Castro
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