HOMOSSEXUALISMO E SENADO FEDERAL

Carta aberta à Senadora Serys Slhessarenko 

Senhora Senadora

É hábito meu ocupar parte de meu tempo em acompanhar pela televisão os pronunciamentos e o comportamento de nossos senadores no exercíci0 de sua função de representantes do povo.

Confesso que, nem sempre, ou até raramente, encontro o que ando procurando, ou seja, competência, visão objetiva de suas responsabilidades perante a nação e noção clara do que significa representar o povo como seres dotados de razão que perseguem um objetivo que vai muito além da matéria e daquilo que é simplesmente perecível. Senador, “sênior”, de origem latina e que, em português, se traduz por “mais velho”, tem a conotação de pessoa madura, experiente, equilibrada, sábia, digna de crédito e de respeito pela transparência de suas idéias e da justeza de seus conceitos quando emitidos em nome daqueles que lhes outorgaram procuração para representá-los.

Será que a Senadora Serys foi eleita unicamente pelo voto dos homossexuais a ponto de assumir da tribuna do senado sua posição de madrinha e defensora daquilo que qualifica de direitos a serem aceitos e respeitados pela imensa maioria, inclusive de eleitores, que os rejeitam por reconhecê-los como uma aberração? Cabe à Senadora o ônus de uma resposta que a identifique perante o eleitorado do glorioso e querido Estado do Mato Grosso. Ecoa aos meus ouvidos aquela música de carnaval cuja letra diz: “Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será que ele é”?

A definição da essência metafísica do ser humano reza: “animal racional”. Para que esta essência se mantenha íntegra e o homem continue sendo um animal racional é absolutamente necessário que se preserve intacto o equilíbrio entre seus componentes. Faz-se mister dar ao corpo o que é do corpo e, à alma o que é da alma. Infelizmente, sorrateiramente, este equilíbrio metafísico da essência humana vem solapado pela ênfase que se dá à matéria, ao corpo, em detrimento do espírito, da alma. Estas são as grandes preocupações que povoam a mente de nossos governantes, todas elas voltadas para os cuidados com o corpo. É a prática da filosofia hedonística que busca no prazer físico e material a essência da vida. Carlos Marx, no século passado, teve reduzida à pratica sua teoria ateia e materialista que produziu hecatombes na estrutura econômica, moral, religiosa e racional da vida humana e ainda hoje serve de inspiração para os governantes da República Sindicalista que se implantou no Brasil.

Não sei se a senhora Senadora, quais sejam, se é que as têm, suas convicções filosóficas, morais e religiosas. Seu sobrenome, contudo, aponta para as estepes russas, pátria absoluta do materialismo e do ateísmo marxista onde se imolaram milhões de seres humanos pelo único motivo de não aceitarem o barbarismo ideológico. Na atualidade a Senhora Senadora milita sob o pálio do Partido Trabalhista, partido travestido, por conveniência de democrata, mas que ostenta na lapela o boton da foice e do martelo.

Na verdade, Senhora Senadora, sua postura no Senado nacional aparece como moldura que põe em relevo esta caricatura que chamamos de República Democrática do Brasil. Confesso que me pasmei na última oportunidade que tive de ouvi-la falando da tribuna do senado. Como é de seu jeito, lá estava para focalizar suas andanças e sua participação em episódios picantes, excitantes e, no mínimo controversos. Referia-se então e “com muito orgulho” (sic) ao fato de ter participado e sido madrinha da passeata de homossexuais, em Cuiabá, capital do Estado do Mato Grosso. Justificava sua postura por ser contrária aos preconceitos e por ter o dever de defender e respeitar os direitos humanos. Preconceito, Senhora Senadora, é aquilo que se afirma sem fundamento. Será que a existência do homossexualismo no Brasil carece de fundamento? Direito, oh! Salve, salve palavrinha mágica, varinha de condão, que serve de pretexto e tem poderes para transformar os piores erros em virtudes. Emocionada a madrinha dos pederastas, proclama como direito intocável a prática do homossexualismo. Para contestar, de vez, esta traição à natureza basta ter em conta o seguinte raciocínio: Toda e qualquer prática que se levante contra a natureza representa uma violação da lei básica, fonte de todos os direitos e se constitui num crime. Ora, a relação sexual entre indivíduos do mesmo sexo é um ato contra a natureza porque frustra propositadamente o objetivo, o fim principal estabelecido pela natureza para o uso do sexo, ou seja, a procriação e a perpetuação da espécie humana. Logo o homossexualismo é uma violação do direito natural e como violação de um direito líquido e certo não pode ser tido nem considerado um direito, mas um desvio e um pecado contra a natureza. Isto é o que nos ensina a razão. Muito acima da razão, contudo, está a palavra do Autor da razão, Deus, que proíbe taxativamente e pune severamente a prática do homossexualismo. Vejamos o que dizem as Escrituras Sagradas a este respeito. São Paulo em 1ª. Cor, 10 adverte: “Nem os efeminados, nem os sodomitas...” irão herdar o reino dos céus. Aos romanos 1.27 e 32 volta ao tema com as seguintes palavras: “Por isto, Deus entregou os homens a paixões vergonhosas. Suas mulheres mudaram a relação natural em relação contra a natureza. Os homens fizeram o mesmo. Deixaram a relação natural com a mulher e arderam de paixão uns com os outros, cometendo atos torpes entre si, recebendo desta maneira em si próprios a paga pela sua aberração. E apesar de conhecerem o julgamento de Deus, que considera digno de morte quem pratica tais coisas, eles não só as cometem, mas também aprovam quem se comporta assim: “São Judas v.7. “De igual modo, Sodoma e Gomorra e as cidades vizinhas, que igualmente se entregaram à libertinagem e correram atrás de vícios contra a natureza, servem de exemplo, sofrendo as penas de um fogo eterno. “Por fim, para encerrarmos as citações do Novo Testamento, São Paulo 1ª.Tim.10. é categórico quando afirma “sabemos que a lei é boa, contanto que a tomemos como lei. Ela não é destinada ao justo... mas aos impudicos e pederastas”.

O que, porém não admite dúvidas sobre esta matéria do homossexualismo é a tão famosa quanto estarrecedora história das cidades de Sodoma e Gomorra. Por causa do pecado de Sodoma é que sodomia passou a ser sinônimo de perversão sexual, coito anal e pederastia. Eis, em resumo, a história. Os sodomitas eram grandes pecadores e pecavam contra Javé (Gen. 13.13). Então Javé disse: “O clamor contra Sodoma e Gomorra é muito grande e o pecado deles e muito grave. Vou descer para ver se, de fato, as ações deles correspondem ou não ao clamor que subiu até a mim contra eles. Gen, 18,20. Depois que Abraão dialogou com Deus numa tentativa de salvar Sodoma, chegou à conclusão de que se houvessem dez justos na cidade Deus a pouparia do castigo. Por incrível que pareça, não passavam de quatro os justos na cidade, ou seja, Ló, sua mulher e suas filhas. Face a esta situação, selou-se a sorte de Sodoma. Deus enviou dois anjos com a aparência de dois jovens, para avisar a Ló que saísse da cidade porque era eminente sua destruição pelo fogo. Logo que os dois jovens anjos entraram na casa de Ló, os homens da cidade rodearam a casa. Eram os homens de Sodoma, desde os jovens até os velhos, o povo todo, sem exceção. Chamaram Ló e lhe perguntaram: Onde estão os homens que vieram para sua casa esta noite? Traga-os para que tenhamos relações com eles. Gen. 19.4. O resto desta história é por demais conhecido. Javé fez chover do céu enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra. Destruiu essas cidades e toda a planície, com os habitantes das cidades e a vegetação do solo. A mulher de Ló, contra a ordem de Deus, olhou para trás e se transformou numa estátua de sal. Os homossexuais de hoje são os sod0mitas de ontem e é bom que ponham as barbas de molho porque ninguém sabe a resposta que Deus tem reservada para eles e para os apoiadores de sua conduta de pecadores contumazes.

O direito natural e a palavra de Deus são mais do que suficientes para silenciar a propaganda que os padrinhos e as madrinhas fazem desta doença contagiosa e vergonhosa da pederastia. É bom, contudo acrescentar algo sobre o conceito que o povo tem do homossexualismo. O povo se inspira no comportamento de um animal irracional para qualificar o pederasta. Na gíria popular brasileira, veado se tornou sinônimo de pederasta passivo. O famoso número vinte e quatro caiu no goto do povo como motivo de riso e de escárnio por corresponder ao número do veado no jogo do bicho. Ora, a voz do povo é tida e havida como voz de Deus por formar um consenso e gerar uma verdade. A opinião pública, na sua imensa maioria, reprova o homossexualismo por tê-lo na conta de um vício repugnante.

Imaginemos que a sociedade protetora dos animais resolvesse promover passeatas em defesa do mosquito da Dengue, transmissor de uma doença epidêmica que ameaça permanentemente a vida humana, sob o pretexto de que, afinal, o mosquito também tem direito à vida. Com certeza, o mundo todo se insurgiria contra esta piada. O mesmo aconteceria se pretendêssemos preservar, sob a mesma alegação, o vírus da Aids, vírus este que é transmitido pelos homossexuais. Em resumo, o erro do indivíduo não gera um direito, pura e simplesmente, porque representa a violação de um direito. O ato de alguém matar alguém, jamais poderá ser aceito como origem de um pretenso direito de matar. E assim por diante. Ora, o homossexualismo é uma violação da lei natural, fonte de todo o direito. Por isto, jamais, poderá ser admitido como direito, nem muito menos, ser estimulado e promovido como norma universal a ser aceita por todos. Uma coisa é o homossexual e outra a doença do homossexualismo. Ao doente temos que prestar toda a assistência para que se livre desta moléstia. À doença, contudo, não se pode dar trégua e deve ser combatida como se combate o mosquito da Dengue, o vírus da Aids e todos os agentes de doenças sexualmente transmissíveis.

Outro posicionamento que a Senhora Senadora tem adotado em seus pronunciamentos da tribuna do Senado é a defesa intransigente do feminismo. Parece que foi eleita só para isto. Seu objetivo é que as mulheres, as emancipadas, assumam maior número de cadeiras no parlamento do que os homens. Isto por estar convencida de que o sexo frágil é mais competente do que o sexo forte, modéstia à parte, e por discordar do Criador que fez a mulher com organismo próprio e funções especificas no contexto da criação e da reprodução da espécie humana. As mulheres emancipadas que sempre condenaram o machismo, agora querem ser machos e empurram os homens para a esfera do homossexualismo afim de que se convertam em fêmeas, facilitando assim, para elas, a tarefa de ocupar o lugar deles. Trata-se ou não de uma grosseira violação da natureza? Não discordo nem poderia discordar que a mulher autêntica trabalhe. Aliás, quem trabalha mais do que a mulher? Leia o livro dos Provérbios, 31,10. Seu trabalho é o mais nobre e o mais necessário para que se mantenha de pé a estrutura da família, célula mãe da sociedade. As feministas se envergonham de ser mulheres e abandonam tudo: marido, filhos, lar e saem à busca de ganhos não que ajudem na construção e manutenção dos valores perenes que dignificam o ser humano, mas para investir na sua promoção física e em sua metamorfose rumo à tanajura, onde se comprime a cabeça e se alargam os quadris, objetivando tornar mais apetitosa a paçoca da volúpia dos sentidos. Com tal comportamento pretendem perverter o conceito de mulher que não é mais o daquele ser lindo, sede das mais celebradas virtudes e apta para a prática de heroísmos que transcendem a mais arrojada das imaginações. Mulher, no conceito feminista, é aquela que é a melhor fêmea, portadora da mais sofisticada das bundas, objeto de cobiça dos machos mais debochados. Assim, reduzem a mais primorosa obra de arte que brotou das mãos de Deus, a mulher, a um desprezível terminal de esgoto, mero escoadouro de rejeitos do organismo.Grande ideal para a senadora feminista que se coloca no ranque daquelas que pretendem ocupar o lugar dos homens.

Penso que está passando a hora de se esboçar uma reação por parte da mulher autêntica, réplica da Mãe de Deus que fez de sua maternidade instrumento divino da salvação do homem pecador.

Cabe à Comissão que cuida do decoro parlamentar estar mais atenta e atuante no sentido de evitar que o nível dos assuntos ventilados no plenário do Senado descambe para a vulgaridade e para defesa da corrupção. Pense nisto, senhora Senadora, e honre seu mandato na defesa de idéias e ideais que garantam para o Brasil um lugar entre as nações que se dizem civilizadas. É o que desejamos e esperamos.

Atenciosamente,

Ass: Prof. José Cândido de Castro

Em tempo: Espero que a senhora senadora que é tão ciosa em respeitar direitos, respeite o meu de contestar, lendo esta carta da tribuna do Senado.

José Cândido de Castro

ABRIL/2004


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Prof. José Cândido de  Castro
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