As palavras se dissipam, os exemplos permanecem e estimulam a prática. Ao elaborar esta Cartilha sobre a Família, mais do que com as palavras, mais do que com os princípios, eu gostaria de urdi-la com exemplos de grandes e imortais instituições familiares que guarnecem e sustentam as bases do organismo social. Impossível, porém, retratá-los todos em tão reduzidas linhas. Tive que selecionar um, para, nele, homenagear todos. Confesso que, na hora de escolher, falou mais alto o profundo sentimento de amizade e de admiração que alimento por todos os meus ex-alunos aos quais peço que concordem em escolher comigo, para esta homenagem a todos, o Dr. Francisco de Assis Figueiredo, Desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
Em entrevista concedida ao informativo do Tribunal de Justiça de 06/2000, ele considera a família como a maior instituição sobre a face da terra e afirma textualmente - " Sou casado há 39 anos e tenho seis filhos (três filhas casadas e meus três genros) e cinco netos".
Ele acredita no amor e na vida e faz questão de enfatizar que não existe amor duradouro quando este convive com a infidelidade. "Amor fiel é o caminho único para a felicidade", ressalta o Desembargador Francisco Figueiredo que é casado com Dna. Maria Cristina Vianna Figueiredo. E com aquele brilho do olhar de um convicto afirma: "Adoro minha carreira de Juiz e a de professor. Se necessário, começaria tudo de novo". Ele montou na Vara da Família sua trincheira de defensor da célula mãe da sociedade. Receba, Dr. Francisco, deste velho mestre, a homenagem que ele quer prestar a um exemplo vivo de germinação perfeita daquela semente que espalhou entre os milhares de seus discípulos que constituem seu tesouro e sua família espiritual. Esta homenagem é o orgulho do mestre que se vê suplantado pelo brilho e pela competência do discípulo.
DEDICATÓRIA
Aos pais de família fiadores do direito de nascer e de ser um cidadão.
Esta cartilha representa bem pouco de tudo quanto se pode escrever, sobre este tema fascinante e inesgotável da família.
Significa no entanto, um grito de alerta dirigido à nossa sociedade que se empenha em levar o homem para outros planetas, em clonar seres vivos, em preservar os animais, em salvar os rios que secam e se esquece de que aqui na terra, na nossa terra, nos recantos obscuros das favelas, dos tugúrios de nossos campos, o manancial da vida agoniza e se extingue como a tênue chama de uma vela numa noite de tempestade e de obscurantismo.
Dedico à gloriosa família brasileira da qual nasci e pela qual fui educado, este humilde trabalho.
Faça dele seu livro de cabeceira, sua mensagem de arauto do bem.
Prof. José Cândido de Castro
Filósofo e Humanista
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Uberlândia - MG